Controle de Torre (TWR)

Controle de Torre
ou
Tower Control

Introdução

  Grandes aeródromos geralmente possuem órgãos de controle para facilitar as aproximações e decolagens das aeronaves, reduzindo os riscos de conflitos e otimizando o tráfego aéreo. Um destes órgãos é o Controle de Torre (TWR) que atende as aeronaves durante as decolagens e pousos.

Jurisdição

  A TWR, do inglês Tower Control, possui jurisdição sob a Zona de Tráfego de Aeródromo (ATZ) cujos limites são apresentados nas cartas e manuais. Ela está subordinada operacionalmente ao Controle (APP).

Atribuições

  A Torre tem a atribuição de transmitir informações e autorizações às aeronaves sob seu controle, de modo que haja um tráfego aéreo seguro, ordenado e rápido no aeródromo e em suas proximidades. São de sua responsabilidade as aeronaves:
  • Voando no circuito de tráfego;
  • Operando na área de manobras;
  • Em operação de pouso e decolagem.
Procedimentos da Torre de Controle
Vamos definir entre 5 procedimentos, seleção de pista ativa, aeronaves chegando e partindo, circulo de tráfego e METAR ou ATIS
 ( O METAR, vai aparecer em outra página nossa )

  A pista em uso é a pista que a TWR considera mais adequada, naquele momento, para as operações de pouso e decolagem. Normalmente a pista será determinada de modo que a aeronave pouse e decole contra o vento, a menos que as condições de segurança de tráfego aéreo ou a configuração de pistas determinarem que é preferível uma direção diferente.
   Sempre que o vento for inferior à 6 nós, a pista em uso definida será aquela que oferecer maiores vantagens operacionais, tais como maior dimensão, menor distância de táxi, auxílios disponíveis, etc. A aeronave poderá decolar de um ponto intermediário da pista, caso julgue-se capaz e que tal fato não prejudique a segurança de voo.
  Se o piloto considerar que a pista em uso não é apropriada, poderá solicitar autorização para usar outra pista, ficando à critério da TWR autorizar ou não no instante, considerando o fluxo tráfego naquele aeródromo.
  A TWR informará os órgãos ATC qualquer mudança da pista em uso, assim como manterá o ATIS do aeródromo atualizado.

Suspensão das operações

  A TWR é o órgão responsável por definir se a operação no aeródromo é IFR ou VFR. A operação VFR será sempre suspensa quando as condições meteorológicas estiverem abaixo dos mínimos prescritos para a operação VFR.
  Sempre que forem suspensas as operações VFR, a TWR deverá tomar as seguintes providências:
  • Suspender todas as partidas VFR;
  • Suspender todos os pousos VFR;
  • Notificar o ACC e o APP das medidas tomadas.


  Quando as condições meteorológicas estiverem abaixo dos mínimos prescritos para operação de decolagem IFR, essas operações serão suspensas por iniciativa da TWR.
  Sempre que forem suspensas as operações de decolagem IFR, a TWR deverá:
  • Sustar todas as decolagens, exceto das aeronaves em Operação Militar;
  • Notificar o ACC e o APP das medidas tomadas.
  Quando a TWR informar mínimos meteorológicos inferiores aos estabelecidos na carta de aproximação por instrumentos (IAC), o piloto em comando poderá, a seu critério e após cientificar o órgão de sua decisão, executar somente o procedimento de aproximação de instrumentos para pouso direto previsto nessa carta.
  O piloto poderá descer somente até a MDA ou DA do procedimento, e caso aviste a pista, será autorizado o pouso.

Circuito de Tráfego

  O circuito de tráfego padrão será efetuado a uma altura de 1000 pés ( para aeronaves a hélice) e de 1500 pés (para aeronaves a jato) sobre a elevação do aeródromo, e todas as curvas realizadas pela esquerda. Durante a realização do circuito de tráfego, cabe ao piloto ajustar sua velocidade de acordo com a performance da aeronave.
  Em determinados aeródromos, o circuito pode ser realizado com curvas não padrão, ou em alturas diferentes, sendo estas restrições apresentadas nas publicações do DECEA.

Um Exemplo do circuito de tráfego padrão



  As aeronaves em procedimentos IFR têm prioridade sobre as aeronaves VFR aproximando-se pelo circuito de tráfego. Neste caso, a Torre pode: 
  • Alongar a perna do vento, mantendo a separação visual com o tráfego IFR na final;
Alguns Exemplos

Alongar a perna do vento, mantendo a separação visual com o tráfego IFR na final;

   1. (ATC) PT SOG avista aeronave B737 na final da pista 11 ?
       (Piloto) Afirmo.
       (ATC) PT SOG alongue a perna do vento para manter separação com o B737 na final, informe perna base.

   1. (ATC) PT SOG do you have insight a B737 on final approach runway 11 ?
       (Piloto) Afirm.
       (ATC) PT SOG extend downwind leg, mantain visual reference with the B737 on final, and report base leg.

Executar um 360 para manter a perna do vento;

   2. PT SOG execute 360 na presente posição para reingressar na perna do vento, devido a B737 ingressando na final.

   2. PT SOG execute a 360 degrees turn now to reintercept the downwind leg due to a B737 entering final approach.

Manter o voo no setor e aguardar para ingresso no circuito de tráfego.

   3. PT SOG mantenha o setor S do aeródromo e aguarde para ingresso na perna do vento pista 11 devido a 3 tráfegos IFR em aproximação.

   3. PT SOG mantain S sector of the airdrome and stand by to intercept downwind leg runway 11 due to 3 IFR aircraft on approach.

Aeronaves chegando

  As aeronaves chegando podem ser transferidas para executar dois procedimentos básicos:
  Procedimento final direto (VFR ou IFR)
  Ingresso no circuito de tráfego (VFR apenas)

  Em um procedimento de pouso utilizando uma final direta, as aeronaves serão transferidas do APP e farão uma chamada inicial indicando que estão na final da pista ativa e visual.

   4. Torre Porto Alegre, GLO 1638 final visual baixado e travado.

   4. Porto Alegre Tower, GLO 1638, final approach runway in site, gear down and locked. 

Para esta mensagem, o controlador da TWR deverá responder com os dados abaixo:

  • Indicativo da aeronave;
  • Autorização;
  • Direção e velocidade do vento;
  • Informações complementares (se houver).

   1. PT KLA avistado, autorizado pouso, vento 120 graus 8 nós, pista molhada.

   1. PT KLA I have you in sight, cleared to land, Wind 120 degrees 8 knots, ruwnay is wet.
   2. TAM 8003 prossiga na aproximação é o número 2 para pouso.

   2. TAM 8003 continue your approach, number 2 for landing.

   3. VRN 2339 avistado, continue aproximação pista 17 direita, aguarde pista livre.

   3. VRN 2339 I have you in sight, continue your approach for runway 17 right, stand by until runway is vacated.

   4. VRN 2339 pista livre, autorizado pouso vento 180 graus 12 nós.

   4. VRN 2339 runway vacated, cleared to land wind 180 degrees 12 knots.

   5. PP GAB avistado autorizado toque e arremetida vento 140 graus 6 nós. Após arremetida mantenha a proa.

   5. PP GAB I have you in sight, cleared for touch and go, wind 140 degrees 6 knots. After, go around strait ahead.

Para aeronaves em condições VFR ingressando no circuito de tráfego, cada posição deve ser reportada, conforme descrito abaixo:

   6. Torre Porto Alegre, PR JQM 5NM W do aeródromo, 4500 pés solicita instruções para pouso.

   6. Porto Alegre Tower, PR JQM 5MN W of the airdrome, 4500 feet request landing instructions.

Para esta solicitação, a Torre responderá de acordo com os itens abaixo, e a seguir, conforme os exemplos:
  • Indicativo da aeronave;
  • Autorização;
  • Pista em uso; 
  • Direção e velocidade do vento; 
  • Ajuste do altímetro; 
  • Instruções complementares.
   7. PR JQM prossiga para perna do vento pista 11, vento calmo, ajuste altímetro 1018, informe na perna do vento.

   7. PR JQM cleared downwind leg runway 11, wind calm, altimeter setting 1018, report downwind leg.

   8. PR JQM avistado, reporte perna base.

   8. PR JQM I have you in sight, report base leg.

   9. PR JQM autorizado pouso vento calmo.

   9. PR JQM cleared to land Wind calm.

Aeronaves partindo

  O Solo passara a aeronave no ponto de espera da pista ativa. Neste momento o controlador da Torre receberá a chamada inicial:

   1. Torre Porto Alegre, VRN 8740 ponto de espera 11 pronto.

   1. Porto Alegre Tower, VRN 8740 holding point ruwnay 11 ready for take-off

Para esta mensagem, o controlador da TWR deverá responder com os dados abaixo:
  • Indicativo da aeronave;
  • Autorização para decolagem;
  • Direção e velocidade do vento;
  • Instruções complementares.
   2. GLO 1697, autorizado alinhar de decolar, vento 120 graus 15 nós.

   2. GLO 1697, cleared line up and take off, wind 120 degrees 15 knots.

   3. RLE 4824, mantenha a posição, está visual com B767 na curta final? Após a passagem do mesmo, autorizado alinhar e manter.

   3. RLE 4824, hold position, do you have a B767 on final approach in sight? After the aircraft passes our position, you´re cleared to line up and wait.

   4. TAM 3857, autorizado alinhamento e decolagem imediata, vento calmo, após decolagem curva a direita.

   4. TAM 3857 cleared line up and take off immediatly, wind is calm, after take off,turn right.

   5. VRN 2101 autorizado alinhar e manter.

   5. VRN 2101 cleared line up and wait.

Coordenação com outros órgãos ATC

  Sempre é necessário coordenar com os controladores de outros órgãos ATC, para que se possa garantir a continuidade dos serviços. A percepção que o piloto deve ter é de que o mesmo controlador que autorizou seu plano de vôo é o mesmo que autorizou seu pouso e táxi ao pátio, ou seja, um serviço uniforme e com o conhecimento completo do vôo.

Coordenação com Solo (GND)

  A TWR deverá manter o GND informado sobre algum possível sequenciamento de tráfego, a fim de evitar o acumulo desnecessário de aeronaves no ponto de espera e nas taxiway adjacentes

Coordenação com Controle (APP) 

.  A TWR deverá manter o APP sempre informado da seqüência de decolagens previstas, a fim de possibilitar a predição de restrições por parte do APP. O controlador da TWR deve estar sempre atento a possíveis aeronaves chegando e para isso o APP deve mantê-lo sempre informado dos estimados de chegada no aeródromo. Caso a TWR tenha alguma dúvida sobre se deve autorizar ou não uma decolagem esta deverá ser sempre sanada junto ao APP.

Procedimentos de Transferência

  A transferência entre diferentes órgãos de controle sempre se dará no limite de suas jurisdições. No entanto, é essencial atentar para os detalhes dispostos a seguir.

Transferência para Torre (GND)

  Junto com o horário de pouso e solicitação para livrar a pista, a Torre solicitará que a aeronave contate a GND:

   1. NHG 4525 solo aos 23, livre a pista e chame o Solo em 121,90.

   1. NHG 4526 on the ground at 23, vacate the runway and contact Gorund 121,90.

Transferência para Controle (APP)

  Ocorrem logo após a decolagem, geralmente entre 300 e 800 pés AGL. Desta forma, as aeronaves têm condições de chamar o APP entre 1500 e 2000 pés no máximo.

   2. GLO 1281 decolado aos 48, chame o Controle Porto Alegre 120,10.

   2. GLO 1281 airborne at 48, contact Porto Alegre Approach 120,10.

CONCURSO para Controladores de Tráfego Aéreo ( Fecho )

CONCURSO para Controladores de Tráfego Aéreo
Aeronáutica abre 96 vagas
os dias 4 e 20 de junho 2013 ( Fecho )

  A Força Aérea Brasileira (FAB) lançou o edital para o concurso ao Curso de Formação de Sargentos – Modalidade Especial – Controle de Tráfego Aéreo. São 96 vagas e as inscrições serão realizadas entre os dias 4 e 20 de junho, até às 15h (horário de Brasília/DF), somente pela internet.
  O jovem interessado precisa ter ensino médio completo. Os demais requisitos para habilitação à matrícula devem ser consultados no edital do concurso, disponível na página www.fab.mil.br.
  O concurso terá as seguintes etapas: exame de escolaridade (língua portuguesa, língua inglesa, física e conhecimentos de informática); inspeção de saúde; exame de aptidão psicológica; teste de avaliação do condicionamento físico e análise e conferência dos critérios exigidos e da documentação prevista para a matrícula no Curso.
  A prova escrita será realizada no dia 18 de agosto de 2013 nas cidades: Belém (PA), Recife (PE), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), São José dos Campos (SP), Campo Grande (MS), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Brasília (DF), Manaus (AM) e Porto Velho (RO).

















Gerenciamento e a Defesa do espaço Aéreo na Copa das Confederações

Planejamento operacional

Copa das Confederações FIFA Brasil 2013

   A Força Aérea Brasileira (FAB) divulgou na manhã de quarta-feira (29/5), no Rio de Janeiro, o planejamento para o Controle do Espaço Aéreo e as ações de defesa durante a Copa das Confederações. Representantes do Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA) e do Terceiro Comando Aéreo Regional (COMAR III), órgãos da Aeronáutica envolvidos diretamente na coordenação das ações, explicaram quais medidas serão adotadas para minimizar o impacto na aviação, especialmente nas seis cidades-sede durante o período de 15 a 30 de junho.

   “O planejamento foi realizado para atender as normas de segurança da FIFA e para que a população possa circular nos aeroportos sem atrasos”, afirma o Chefe do CGNA Coronel Aviador Ary Rodrigues Bertolino sobre o trabalho que começou em 2011.

   O plano engloba todo o espaço aéreo brasileiro, uma área de 22 milhões km2 sob a responsabilidade do Brasil, com ênfase nas capitais Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza e Rio de Janeiro.

Veja os principais pontos abordados:

   Slots coordenados - Dois dias antes e dois dias após a data de cada jogo, os aeroportos da cidade-sede terão os slots ( intervalo de tempo determinado para pouso e decolagem da aeronave ) de todos os segmentos de aviação (geral, regular e civil) coordenados pela ANAC ( Agência Nacional da Aviação Civil ) e pelo DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo). Os aeroportos das cidades do Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo ficarão coordenados durante todo o período.

   O critério de distribuição será de 80% para a aviação comercial, não-regular, chefes de estado e governo estrangeiros, além das seleções de futebol. Aeronaves do comitê organizador local e autoridades brasileiras ficarão com o máximo de 10%. Os outros 10% ficarão com a aviação geral.

   A partir do dia 05 de junho estará liberada a alocação de slots para aviação geral e táxi aéreo para a Copa das Confederações no site www.cgna.gov.br.

   Sala master de controle – Todos os órgãos do governo, como Secretaria de Aviação Civil (SAC), ANAC, Polícia Federal, Anvisa, Infraero, Receita Federal, DECEA, COMDABRA, e as empresas aéreas estarão centralizados no CGNA, localizado no Rio de Janeiro. “Caso ocorra algum problema no tráfego aéreo, vamos adotar o conceito de decisão colaborativa”, explica o Coronel Bertolino. Segundo ele, a medida vai facilitar e agilizar o processo e a tomada de decisão.

   Restrição de áreas – A partir da localização do estádio de futebol, foram criadas áreas de exclusão classificadas como reservada, restrita e proibida, identificadas como branca, amarela e vermelha, respectivamente. Uma hora antes e quatro horas depois do início do jogo as áreas estarão ativadas. “O plano foi concebido para proteger o estádio de futebol e as áreas próximas”, explica o Chefe do CGNA.

   Durante as cinco horas, na área reservada, com raio de 54 milhas ( 97,2 km ), não serão permitidos voos de treinamento e instrução ou a circulação de asa delta, por exemplo. Na região restrita, que compreende 12 km, não serão permitidos voos de aviação geral (táxi aéreo ou aeronave particular). Já na área proibida, com cerca de 7 km, só poderão voar as aeronaves previamente autorizadas pelo COMDABRA, como as militares, de busca e salvamento, ambulância e segurança pública.

   Só as aeronaves que possuem o transponder ( equipamento de identificação para tráfego ) poderão entrar nas áreas de exclusão. “As rotas de helicópteros serão suspensas nessa região durante o período”, afirma o chefe do CGNA.

   Bases aéreas – O embarque e o desembarque dos chefes de estado serão realizados nas bases aéreas. Elas também apoiarão aeronaves de porte menor ( classificadas nas categorias A e B, como os jatos Learjet ou Legacy ) que integram a lista da FIFA.

   As bases militares de Brasília (DF), do Galeão (RJ) e de Fortaleza (CE) também serão utilizadas para receber as delegações de futebol. “Teremos a coordenação com outros órgãos do governo, como a Polícia Federal, a Receita Federal e Anvisa, para a entrada e saída do país das comitivas”, afirma o Chefe Interino do Estado-Maior do COMAR III, Coronel Aviador Arnaldo Augusto do Amaral Neto.

   Defesa Aérea – Cerca de 10 aeronaves estarão fazendo a segurança do espaço aéreo nas cidades-sede.

   Os caças de alta e baixa performance, helicópteros, aviões-radar, reabastecedores e aeronaves remotamente pilotadas estarão voando durante as cinco horas em que vigorar a exclusão aérea. Além disso, o sistema de artilharia antiaérea estará posicionado em algumas localidades.

   “Se todos cumprirem exatamente o que está previsto, todos poderão voar com segurança e tranquilidade. Caso houver necessidade, estamos prontos para agir”, explica o Chefe Interino do Estado-Maior Conjunto do COMDABRA, Coronel Aviador Alcides Teixeira Barbacovi. As aeronaves que desrespeitarem as regras da zona de exclusão serão interceptadas, estando sujeitas as medidas de intervenção, persuasão e detenção.














Gerenciamento e a Defesa do espaço Aéreo na Copa das Confederações




Controle Aéreo